"Depois de anos acariciando as dores que me deixaram partida, finalmente as deixei partir.
E fiquei inteira. "
Organizando livros para os alunos, me deparei com um livrinho fininho, porém, rico em palavras que dançavam e saltavam ao meu olhar como que uma confirmação dos ultimos pensamentos que tenho tido.
Temos a mania de colecionar coisas... sejam elas materiais, com valor ou sem valor...
Mas o que mais tem me surpreendido é a grande "mania" de colecionar aquilo que não se vê, mas se compreende com clareza, ou melhor, sabe-se que existe entendendo-as ou não.
O tal livrinho, falava das coleções, justamente essas que tenho refletido... O que tenho colecionado? Lembranças? Medos? Desejos? Coragens? Sonhos? Preocupações? ou simplesmente segredos? Não vejo mal nenhum nessas coleções, porém... acumular essas "caixas" sem nem ao menos olha-las de vez em quando, é o que gera um certo peso...
Já colecionei muitas lembranças, atreladas ao medo... e já escondi muitas coragens junto com os desejos... Mas uma coleção que nunca deixei de olhar era a esperança... que as vezes perdia o espaço quando me importava somente com as preocupações...
E o livrinho dos meus alunos, me fez perceber que os medos preciso quebrar, os desejos e sonhos eu preciso unir a coragem... e as lembranças ficam na caixa dos momentos de alegria e amadurecimento, ocupando o espaço certo do passado, dando lugar novamente a esperança e ao futuro do hoje.
Já tives muitas coleções, muitos critérios.. hoje prefiro ter meus delírios e colecionar sorrisos e segredos... segredos que me fazem sorrir e suspirar....
=)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Eu canto...
“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.”
Cecília Meireles
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.”
Cecília Meireles
tempo...tempo..
“O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura(...) A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos”
Ana Jácomo
Ana Jácomo
o simples extraordinário...
“Ela queria o prazer do extraordinário que era tão simples de encontrar nas coisas comuns: não era necessário que a coisa fosse extraordinária para que nela se sentisse o extraordinário."
Clarice Lispector
Clarice Lispector
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